Cerca de 400 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, na manhã de terça-feira (9), uma área da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) em Itabela. A fazenda, que abriga laboratórios e lavouras utilizadas em pesquisas conjuntas da Ceplac com a Embrapa, foi reivindicada pelo MST para fins de reforma agrária.

Em nota, o MST afirma que a área está improdutiva e que a ocupação pacífica visa pressionar o governo federal a acelerar o processo de desapropriação para assentamento das famílias.

Já o Ministério da Agricultura, em resposta, defende que a fazenda é produtiva há mais de 40 anos, desenvolvendo pesquisas importantes para o desenvolvimento da agricultura cacaueira na região. O ministério informa ainda que já acionou as medidas legais e administrativas cabíveis para a desocupação do local.

A ação do MST reacende o debate sobre a reforma agrária no Brasil, um tema histórico que coloca em lados opostos a necessidade de distribuir terras improdutivas para famílias sem-terra e a defesa da propriedade privada.

A situação em Itabela segue tensa, com a expectativa de uma possível negociação entre o movimento social e o governo federal para encontrar uma solução para o conflito.